terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Servidão e humildade que resulta em glória

"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra,
e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai." (Filipenses 2:5-11)



Quando analisamos o cenário cristão atual(hoje prometo não usar as aspas ["] em excesso), tentamos absorver dele algo que nos identifique como povo de Deus na Terra. Eu não sei quais são as suas impressões quanto ao que se vê, mas é certo dizer que estamos afastados daquilo que é o ideal bíblico, quanto ao que deveria ser a atitude de um cristão.

É normal, nós cristãos dizermos que somos "servos de Deus" quando durante e após o processo de conversão, caminhamos nos caminhos do evangelho, tentando ao máximo obedecê-lo. Ser servo, no âmbito bíblico quer dizer se submeter a algo, e nesse caso, devemos nos submeter a Cristo.

O surpreendente disso tudo é, que, o exemplo parte dEle mesmo. A Escritura é enfática em nos direcionar à Cristo como o exemplo primordial de sermos servos de Deus:"E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!" (Ef 2. 8). A obediência de Cristo em relação ao Seu Pai, culminou em Sua morte para que assim pudéssemos ter acesso a Deus; a morte de Jesus e consequentemente, nossa salvação, é resultado da submissão do Servo/Filho Jesus Cristo ao Seu Pai. Sem o quesito obediência(e de bom grado e de forma voluntária, diga-se de passagem), nunca receberíamos essa gloriosa salvação. Cristo obedeceu a Seu Pai, e fomos salvos por isso.

Uma segunda coisa a ser pensada e, que é consequência do que foi dito acima, é que esse exemplo de obediência e submissão serviçal, deve ser imitado: "Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus..." (Ef 2. 5). O serviço de Cristo não é algo que deve ser apenas observado, mas imitado.

Outro aspecto que deve tomar nossa atenção nessa reflexão sobre sermos servos de Deus, é a questão da humildade:"
que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens."(Filipenses 2. 6-7). Se Cristo não fosse humilde, não estaríamos conversando sobre o evangelho, porque essa Boa Nova não existiria. Cristo teve de esvaziar-se de Sua glória para nos conceder salvação. Essa abnegação é surpreendente! O Filho de Deus, a segunda Pessoa da Trindade, o próprio Deus, tomou nossos atributos humanos, se fez carne e morreu em nosso lugar. Ele, não simplesmente foi Servo, mas foi o Servo mais humilde que o Pai já teve.

Tudo isso gera uma conclusão: "Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra,
e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai." (Ef 2. 9- 11). Todo esse ato de abnegação, de servidão e de humildade extrema resulta na glória do Filho de Deus. Normalmente as pessoas pensaria que as atitudes como a de Cristo são típicas de um fracassado, mas não na lógica divina, onde os "últimos serão os primeiros"(Mt 20. 16), e "quem quer se tornar o maior, deve ser o servo de todos" (Mc 10. 44. Cf. Mt 20. 27).

Porque "vivemos por fé e não pelo que vemos" (2 Co 5. 7), os padrões humanos não são nosso padrões, por isso somos convidados pela Bíblia à centralidade na pessoa de Jesus Cristo.

Ser servo e humilde resulta em glórias para o povo de Deus. Não na "glória" que o atual evangelicalismo tem pregado, mas na glória de Cristo que são eternas, em tesouros incorruptíveis (ver Mt 6. 20). nossa glória e nosso tesouro estão na eternidade, SE Cristo for o centro de nossas vidas.
Graça e Paz.

Zani.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O que eu tenho a ver com isso?

Por William Roberto Zani

O que você, como cristão, tem haver com tudo isso?
Tudo! simplesmente porque Deus não te salvou e te matou logo em seguida para que você morasse no Céu com Ele. Ele te salvou e ainda te permanece aqui. Você já se perguntou por quê?

Em Mateus 5. 13-16 lemos: "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus."


Essa ilustração que Jesus nos dá é muito interessante e instrutiva; Cristo deixa claro que a pessoa após recebê- Lo tem um compromisso público, e que a salvação não é para ser vivida de forma secreta. O sal é um unguento utilizado para temperar os alimentos, o sal dá sabor e o sal no contexto histórico em que Jesus está, era utilizado como conservante. Da mesma forma Ele exemplifica com a candeia, uma candeia é utilizada para iluminação de um certo ambiente. O cristão está no mundo, o mundo é o ambiente no qual o cristão tem de salgar(temperar, dar exemplo, conservar e influenciar, não exatamente nesta ordem), e o mundo é o ambiente no qual o crente tem de iluminar, ser luz, ou seja, trazer a lume erros, pecados, mostrar a direção correta que é aos pés da Cruz.

O "separatismo cristão" é algo tão prejudicial quanto o liberalismo teológico. Esse separatismo inerente a escatologia dispensacionalista é praticado por muitos grupos cristãos, onde se prega que o crente não deve se envolver com questões sociais como política, segurança, educação e saúde. Essa tendencia pessimista tem contaminado comunidades cristãs inteiras e fazendo com que a Igreja seja uma entidade inexpressiva neste século.

Caro leitor, temos um compromisso com qual somos responsáveis. É bem claro que é melhor não estar aqui e estar com Cristo (Filipenses 1.23), mas Deus nos salva e nos faz vivermos neste mundo, não como sua parte pecaminosa, mas como criaturas feitas pelas mãos de Dele. Estamos aqui para no nosso dia-a-dia demonstrarmos o novo homem feito em Cristo, comprados para Deus com o Seu Sangue.

Sim, somos chamados para sermos santos(separados), mas no sentido de não praticarmos mais as obras da escuridão, como fazíamos antes de sermos redimidos (Efésios 5. 8),mas não somos chamados ao monasticismo (João 17. 15). Não devemos nos comunicar com as "obras das trevas", mas, ao mesmo tempo estamos aqui para desafiar as obras das trevas com nossa nova conduta cristã, vindo a influenciar pela pregação do santo Evangelho. Vidas serão convertidas e essas tem a obrigação de serem "sal e luz"! A tendencia é de as coisas não ficarem como estão, não de a comida que outrora não tinha sabor, agora o recebe por meio do aplicar sal; e também uma cidade que outrora estava vivendo em trevas, agora recebe por meio de lamparinas a iluminação.

Se todo cristão cumprisse esse papel social não estaríamos de modo tão decepcionados com os governos no qual assistimos. Tudo tem acontecido por causa da negligência da Igreja em assumir o seu papel, abrir brechas para a teologia liberal e o relativismo moral. Com isso a Igreja se viu na não obrigação de se envolver em assuntos públicos dando espaço para o laicismo exacerbado. O que estamos fazendo é a colheita daquilo que temos plantado, por isso creio ser estranho quando um fundamentalista separatista reclama dos descasos do Estado, o que ocorre é exatamente aquilo que ele crê: que a Igreja é irrelevante para o mundo. Irrelevante no sentido de que a Igreja não tem nada a fazer nesse mundo, uma vez que ela deve não participar de assuntos sociais. Mas Mateus 5. 13- 16 nos deixa claro que pensar como os separatistas é um equivoco grave e, se a Bíblia nos deixa claro que devemos influenciar o mundo para o lado do cristianismo bíblico, então é deveras rebeldia, obstinação por parte daqueles que professam o contrário, ou seja, estão em pecado por desobedecerem um mandato do Senhor Jesus.

Que como Igreja venhamos a assumir o papel que nos foi ordenado pelo Senhor, de pregarmos, discipularmos e influenciarmos, de modo que todas as áreas pertençam a Cristo como deve ser e como Ele é Senhor de fato!

sábado, 7 de junho de 2014

A Verdade Que Machuca ou Mentira que Afaga?

Por Daniele Bosqueti.


É triste quando dentro das igrejas prevalecem a amizade e companheirismo, obviamente que isso não está errado. Porém, o erro é quando o companheirismo sobrepuja a Verdade Bíblica. O que vemos muito hoje em dia são líderes coniventes com o erro do pregador e para manter a fraternidade deixam a heresia dominar.


Não compreendo como podem preferir poupar o lobo enquanto ovelhas morrem de fome da SÃ DOUTRINA. Será que esqueceram do julgamento de Deus? Será que se esqueceram de como Cristo fez? 
Bem que diz Martinho Lutero:"A pazse possível, mas a verdade, a qualquer preço."  


Mas infelizmente muitos não estão a fim de pagar o preço da Verdade, mas irão pagar o preço da mentira, o preço da omissão, o preço do descaso com a Palavra, o preço o julgamento do Senhor! Oremos para que nossos líderes tenham temor À Deus e não temor à homens carnais! 



Corporativismo Eclesiástico



De: Daniele Bosqueti

segunda-feira, 31 de março de 2014

Todos pecaram e carecem da glória de Deus... (Romanos 3.23a)



Vamos, por enquanto guardar somente essa primeira parte da passagem citada acima, e depois no decorrer deste estudo (que será feito mais de uma parte) falaremos sobre o restante.

Ao analisarmos esse texto de forma simples dificilmente chegaremos a uma conclusão aprofundada, a não ser que arrazoemos sobre ele de forma mais detalhada.  De primeira impressão e até por outros estudos que obtivemos no decorrer da nossa jornada cristã, sabemos que a nossa carência de Deus está relacionada ao pecado que nos separa Dele, e que se não é pela pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, não obteremos acesso a Ele.

Pelo que se pode ver, a resposta já está dada, do “por que carecemos da glória de Deus?”, agora a pergunta que devemos responder é: “por que pecamos?”

Poderemos falar da seriedade do pecado em outra ocasião, e porque ele nos separa de Deus em outro texto, mas agora vamos nos empenhar em saber porque  o ser humano peca e continua a pecar.

Tudo começa no começo


Sim, tudo começa e tem origem em algum ponto inicial. Redundante? Claro que é, mas isso é para ver como o entendimento disso é simples e como tradições posteriores a Reforma Protestante (e até algumas anteriores) deturparam isso.
“E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia e, que dela comeres, CERTAMENTE MORRERÁS.” (Gênesis 2. 16-17; grifo meu).
O texto acima está relacionado a momentos posteriores da conclusão da criação do mundo e de todos os seres vivos. Concluindo Deus tudo, ele achou tudo muito bom (Gênesis 1.31) e designou o homem como Seu administrador (Gênesis 1. 28).
Ao contrário de que muitas filosofias pensam, o cristianismo é uma filosofia que pensa de forma lógica, organizada e que usa padrões e parâmetros para que tenhamos limitações, direitos e também liberdade(eu chamaria isso de vontade ou função da mente, mas vamos deixar isso também pra depois.). Ou seja, no Reino de Deus  não existe nada relativo, tudo é absoluto e determinado por Ele que nos deu parâmetros claros de como deveríamos viver. Isso pode soar arbitrário da parte Dele, porém lembremos que Ele é o criador de tudo e que Ele mantém tudo o que Ele criou; e se por “arbitrário” queremos dizer que Deus faz o que Ele quer e na hora que quer, ok!, que assim seja pois Ele é Deus e nada mais justo que Ele o faça assim, eu não tenho nenhuma dificuldade de aceitar isso, ao contrário de muitos por aí. A Deus toda glória e domínio!
Agora, o que o texto de Gênesis 2 tem haver com isso? Tudo! Lembre que eu disse que Deus trabalha com padrões e parâmetros e nada é relativo, Ele cria o mundo e estabelece o homem como Seu delegado, e para esse delegado ele dá uma única negativa, ou seja, só uma única proibição que é o de não se alimentar do fruto de uma das árvores do jardim que Ele criou. Longe de tentar elaborar uma teologia referente as ordens e decretos de Deus, eu me contento em aceitar que Deus estabeleceu assim porque é sábio por natureza e sabe o que fez. Essa ordem de não comer da árvore foi a melhor existente, porque é Deus e isso já seria uma resposta suficiente não questionando assim o caráter de Deus. Agora tomemos o texto para analisarmos: Ele claramente dá uma ordem e diz o resultado do descumprimento dessa ordem: MORTE! Sim, o descumprimento dessa ordem resultaria em morte, mas embora muitos teólogos se refiram a essa “morte” como morte física, eles a fazem de forma que através de uma análise mais crítica, observamos que há pelo menos mais uma possibilidade que é a “morte espiritual” ou a separação de do homem com relação à Deus.
O que me faz descartar a primeira possibilidade? Bom, temos que trabalhar com a lógica nesse caso. Lembremos que Deus faz o homem e o manda procriar (Gênesis 1.28), se porventura o homem antes da queda não passava pela morte física, ou a degeneração física que resultasse velhice e consequentemente  sua morte, como estaria a Terra sem a queda, com o homem procriando e nunca morrendo? Longe de mim pensar que Deus não tivesse uma solução pra isso, creio que Deus resolveria essa questão facilmente, mas minha intenção é dar mais de uma alternativa de interpretação antes de aceitarmos uma por conveniência.
E por que, nesse caso a morte física seria ruim? Mais na frente vemos um texto bíblico em Eclesiastes que diz que a alma do homem volta a Deus (Eclesiastes 12. 7); se esse for o caso, porque devo encarar como absoluta essa interpretação de que o homem não deixaria de existir  fisicamente se não houvesse queda?
Antes disso temos boas razões para advogar a segunda interpretação, a que a morte no caso de Gênesis 2 está se referindo a separação do homem com ralação a Deus. O Novo Testamento nos dá um vislumbre disso: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados (...),Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)...” (Efésios 2:5).
Vejam acima: Quando “estávamos mortos em ofensas e pecado” Jesus nos vivificou! O que seria ofensa a Deus se não a desobediência? O pecado é fazer tudo aquilo que Deus desaprova ou deixar de fazer aquilo que Deus aprova, ou seja: DESOBEDIÊNCIA. O homem quando desobedeceu a Deus no paraíso, ele pecou e morreu, tendo Cristo que nos vivificar novamente.
E por que o pecado de Adão e Eva nos afeta e nos separa da glória de Deus? Eu poderia responder simplesmente de que é assim porque a Bíblia diz e porque Deus quis assim como segue o texto: “Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei.
No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.
Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.
Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.” (Romanos 5:13-19)
Mas existem duas teorias que tentam explicar porque em Adão todos somos pecadores: A primeira diz que a culpa dela é herdada por nós através do gene; a segunda teoria é chamada de “teoria legal”, ou seja, Adão como o cabeça federal da raça humana e tendo direitos legais sobre toda ela, ao pecar colocou todos os seres humanos legalmente culpáveis por seu ato.
A uma terceira na qual eu não teria problema nenhum em assumir, que é por decreto de Deus, que somos culpáveis em Adão.
Mas fico com “é por que a Bíblia diz”, simplesmente porque a Bíblia é a Palavra de Deus e ela não erra, porque Deus não erra.
Com isso concluímos que todos pecamos porque já nascemos pecadores, sem passarmos nossa responsabilidade para Adão e Eva por sermos assim. Devemos fazer como Davi que diz: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Salmos 51:5) Embora Davi assuma seu nascimento iniquo, ele não repassa a responsabilidade para sua mãe ou seus antepassados, ele assume sua responsabilidade e só salienta que o fato dele ser assim é porque ele já nasceu assim.

No mundo de hoje nós nos deparamos com pessoas que passam a responsabilidade para outras mas nunca assumem as suas próprias, é o caso do socialismo/comunismo, que diz que o individuo nunca tem culpa de nada, sempre são a classe burguesa que oprime e leva a pessoas a cometerem crimes para sobreviver. Longe disso, a Escritura declara o homem culpado e condenável merecedor do inferno.

Como se livrar dessa condenação? Isso responderemos na segunda parte desse estudo.

William Roberto Zani.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Regeneração: O “segundo” passo de Deus para a salvação de pecadores.



Introdução:

Nos últimos anos temos assistido a pregação de um evangelho voltado aos direitos dos homens; esse falso evangelho já foi refutado por homens de Deus do passado como Lutero, Calvino, Knox, Spurgeon, Edwards e tantos outros que, comprometidos com  as verdades bíblicas. Por considerarem como irrevogável as palavras das Escrituras, esses homens nos deixaram um legado que chamamos de Teologia Reformada.
Dentro dessa teologia, entendemos que a salvação é toda pertencente a Deus (Jonas 2. 9). Pelo fato de a salvação pertencer somente a Deus, o ser humano não tem participação alguma nesse processo; muitos podem reivindicar usando o argumento “participamos da salvação com a fé”, mas, segundo a Escritura a fé é um dom de Deus, um presente que recebemos dEle ( Efésios 2.8).
Não há saída para justificar o sinergismo (a visão que o homem participa com Deus da salvação), a Escritura é clara em nos informar que não há participação humana e de nenhuma criatura nasalvação.
Pelo fato de a salvação ser totalmente obra de Deus (monergismo), todos nós deveríamos glorificá-lo e agradecê-lo por isso de forma humilde, porém, muitos de nós ficam indignados pelo fato de não participarmos da obra salvífica e, até mesmo chamam Deus de  injusto se a salvação for mesmo monergistica. Nesse caso, é comum ver os adeptos do sinergismo construírem uma exegética que direciona para sua visão soteriológica particular; ao invés de se submeter a revelação divina sobre a salvação, eles, forçam os textos a concordarem com suas opiniões, muito parecido com que os católicos romanos fazem e seitas como as Testemunhas de Jeová também. Não há uma submissão aos textos bíblicos, mas uma manipulação deles para que amparem suas heresias.
Hoje são maioria os adeptos da teologia arminiana, não por essa refletir a verdade, mas, por ser mais próxima com o desejo de autonomia do ser humano. Não é de hoje que o homem quer se ver livre de Deus, e, os que tem medo das chamas do inferno (no sentido desse temor único com relação a punição divina), que é uma motivação equivocada para a busca do Senhor, constroem um deus muito aquém da revelação da Escritura, um deus segundo suas imaginações que se enquadra com suas próprias opiniões.
O resultado da teologia sinergista, e mais particularmente a teologia arminiana, é um deus incapaz; ele quer salvar as pessoas mas está condicionado a resposta positiva de suas criaturas. É um deus que coloca suas criaturas acima de si mesmo e dá a elas o direito da última resposta, diferente do supremo juiz que a Bíblia nos apresenta. Já disseram que essa minha afirmação é digna de risos, mas ela é uma conclusão lógica inevitável, que uma pessoa honesta  consegue chegar.

O primeiro passo.

Para que desfrutássemos da salvação em Cristo, Deus providenciou isso na eternidade, ou seja, Deus, segundo sua sabedoria e beneplácito, já havia planejado os que iriam ser salvos, isso mesmo antes da fundação do mundo (Efésios, capítulo 1). Essa visão chama-se supralapsarianismo, ou seja, Deus decretou a salvação dos eleitos antes de ter decretado a queda. Por que Ele fez isso? Porque Ele é Deus e isso O agradou (Romanos 9. 20. Cf. Efésios 1. 5). Não há necessidade de discutirmos as decisões de Deus uma vez que estamos cientes e de acordo com os atributos perfeitos de Deus.
Se Ele fez isso porque O agradou, e sendo Ele perfeitamente sábio, devemos aceitar suas decisões com reverência, tremor e temor, com humildade.
A salvação dos eleitos teve seu primeiro passo na mente de Deus; Deus sempre foi e sempre será o agente da Salvação do Seu povo, Sua Igreja, e Ele decidiu tudo isso antes mesmo de ter criado o mundo (Efésios 2. 4).

A queda.


Sabemos que a escolha de Deus relacionada a salvação se deu na eternidade, não porque simplesmente achamos isso arbitrariamente, mas porque textos nos afirmam isso: “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos PREDESTINOU para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o BENEPLÁCITO de sua vontade. (Efésios 1. 4-5). E é bem claro que, levando em consideração a lógica dos fatos, essa escola foi antes da queda, já que a queda ocorre dentro do nosso tempo e não na eternidade, embora sendo Deus atemporal, tudo já está consumado em Sua mente.
Levando somente em consideração os fatos temporais, ou seja, a ordem em que elas ocorrem em nosso tempo, é de estrema necessidade entendermos os resultados da queda do primeiro casal.
Os primeiros seres humanos, Adão e Eva, desobedeceram a Deus, estes como representantes federais de toda a raça humana, nos incluiu na mesma sentença em que foram sentenciados. Deus havia expresso que, quando eles O desobedecessem haveria uma separação (morte) que levaria o homem ao declínio em todas as áreas de sua vida (depravação total). Esse declínio faz do homem incapaz de retornar a Deus por sua própria iniciativa. (Gênesis 2. 17. Cf. Romanos 3. 9-23;  6. 23; Isaías 64. 6-7).
Poderíamos simplesmente dizer que Adão é o cabeça da raça humana por decreto divino, é de fato é; mas é justo informarmos passagens bíblicas que fazem essa afirmação: Romanos 5.12, 15, 17-19.

Mortos.

Segue o texto na Nova Versão Internacional:
“Vocês estavam MORTOS em suas transgressões e pecados (...) deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos  MORTOS em transgressões e pecados – pela graça vocês são salvos.” (Efésios 2. 1, 5).
Quando afirmamos que o ser humano sem Cristo, em estado natural está morto, não é uma afirmação fruto de nossa imaginação; é a própria Escritura que faz essa afirmação.
É claro que “mortos” aqui não deve levar o sentido de morte física, no qual paramos de respirar e nossos órgãos param de funcionar, mas devemos levar em conta a morte no sentido de separação, declínio moral e incapacidade de seres humanos  agradarem a Deus, porque estão mortos espiritualmente e afundados em seus pecados. Outra passagem bíblica diz: “não há quem faça o bem, não há nenhum sequer.” (Romanos 3. 12b)
A ilustração bíblica nos direciona a entender que “morte” é a ausência de funções cognitivas para entender as coisas espirituais: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Coríntios 2. 14)

Segundo passo: A regeneração para a salvação.

Sendo o homem natural, morto, incapaz de se achegar salvificamente a Deus, sendo ele incapaz de fazer o bem como mostra os textos citados anteriormente, como que esse ser humano pode ser salvo, se a salvação, todo seu processo necessita que o salvo entenda o que Deus fez e está fazendo? Sim a salvação (pela fé) vem por meio da pregação, que sugere que quem está ouvindo a pregação (pela Palavra) entenda o que está sendo pronunciado (Romanos 10. 17).
Dissemos no começo que a salvação é totalmente obra de Deus, não tem nenhuma participação do ser humano, e esse princípio é claro nas próprias palavras de Jesus: “Quando ele (Espírito Santo) vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo...” (João 16. 8).
O que Jesus está querendo dizer é que, quem convence os homens que eles são pecadores e merecedores do castigo divino é o Espírito Santo, não é o próprio homem quem se convence. Muitos pegariam a palavra “mundo” para se referir a universalidade da salvação, mas isso não se aplica, pois esse “convencimento” é parte do processo de salvação, muitos que ouviram o evangelho e não foram salvos, não são salvos devido o Espírito não tê-los convencido, se os tivesse eles estariam salvos, teriam se arrependido e crido em Jesus. O convencimento não é mera informação, mas o princípio da regeneração, da recuperação cognitiva espiritual perdida na queda e transmitida por decreto a todos da raça humana. Esse é o “novo nascimento” que Jesus fala a Nicodemos em João capítulo 3. Se não houver essa ação do Espírito, se não nascermos dEle e da água (que significa Seu derramamento sobre a Igreja, os eleitos), não teremos noção que estamos em inimizade contra Deus, por isso é necessário nascermos de novo para desfrutarmos do Reino(a totalidade da salvação).
Lembre-se das passagens de Efésios 2, Ele nos VIVIFICOU quando estávamos MORTOS; é necessário que haja ressureição para que nossos ouvidos e olhos decompostos pela morte espiritual, ouça e veja a salvação! Caso ao contrário a salvação não aconteceria nunca. A ordem do processo não é que recebemos a informação para sermos regenerados, mas somos regenerados antes de recebermos a informação, se assim não fosse, a informação seria-nos ininteligível, não a entenderíamos.
Isso nos deve levar humilhados aos pés de nosso Senhor, que teve misericórdia de nós, imerecedores, nos regenerando e nos salvando.
Sim a salvação é impossível, para o homem, mas para Deus nada é impossível (Mateus 19.26). “Ele nos tirou do império das trevas e nos levou para o reino do seu Filho amado” (Colossenses 1. 13).
Ao invés desse fato ascender nossa indignação contra Deus, devemos sim, termos segurança na obra que Cristo fez por nós na cruz, pois não teve participação de seres humanos falhos  que somos, ao contrário, foi obra total de um Deus soberano e perfeito. Ao invés de discutirmos com Deus, devemos agradecê-lo por Sua obra em nossas vidas, por ter nos constituído Igreja, corpo da cabeça de Seu Filho Jesus!


domingo, 24 de novembro de 2013

A ansiedade que rouba a adoração.

Tenho visto muitos crentes verdadeiros(pelo menos pelo seu caráter visível) sofrendo de problemas emocionais, o mais comum é a tal da depressão; eu diria que o que acompanha ou vem antes ou depois da depressão é a ansiedade por qualquer motivo.

Eu por muitas vezes sofro de ansiedade, ela está relacionada ao meu trabalho, finanças, igreja, amigos e até mesmo relacionamentos. Mas uma coisa que tenho percebido, e isso não significa que essa pessoa deixou de ser crente, é que a ansiedade ou problemas emocionais é a falta de alegria e de alegria na dependência de Deus.

Muitas vezes deixamos a ansiedade tomar conta por achar que aquilo que ansiamos é algo de extrema importância, o problema que acabamos deixando Deus de lado para buscar aquilo que achamos importante e que consequentemente acaba passando na frente da adoração cristã.

Devemos voltar aos braços do Pai, Ele é o que há de mais importante e tendo nEle nossa total devoção as demais coisas nos serão acrescentadas(Mateus 6.33).
Devemos também atender outra solicitação bíblica: "Lançando sobre ele toda vossa ansiedade, pois ele tem cuidado de vós."(1 Pedro 5.7).

Na Bíblia encontramos a solução para todas as nossas dificuldades, inclusive quando estamos nos afastando de Deus e permitindo que a tristeza causada pela ansiedade tome conta de nós.
Lembre-se, Cristo é nossa alegria e tudo que temos, e tudo no mundo depende dEle, e estar trocando ele por qualquer coisa, inclusive sentimentos é pecado de idolatria, pois rouba do nosso Senhor a atenção que deveria ser dEle.

William R. Zani.