É muito interessante alguns argumentos contra as Doutrinas da Graça;essas,mais particularmente a doutrina da Eleição Incondicional.
Estive assistindo um filme,que confesso a vocês,que nunca havia assistido apesar de já ser bem antigo(Foi lançado em 1993)."A lista de Schindler" é um clássico de Spielberg,uma história fascinante que se passa durante a II Guerra Mundial.
A filme narra a história de um oportunista chamado Oskar Schindler,que vê a guerra como uma oportunidade para fazer dinheiro com a mão de obra barata dos judeus,o que ele não contava era,sentir compaixão pelos judeus,que estavam sofrendo muito nas mãos dos algoses nazistas.Em meio a isso,ele começa um empreendimento de livrar os judeus das duras cargas nazistas,em sua fábrica mesmo,poucas mortes de judeus são constatadas,fazendo com que as pessoas desejem trabalhar para ele para se livrar dos nazistas.Ao fim da história,os judeus começam a ir para os campos de Auschwits,onde eles serão massacrados,e onde a história retrata que aconteceram as maiores barbaridades da humanidade. Schindler,se vê em um dilema,mesmo que aparentemente impossível se não pela ganância do responsável pelo campo onde está instalada a fábrica,vendo aí a oportunidade de sair com todo o dinheiro ou comprar das mãos do oficial da SS as vidas de seus operários.
O fim se dá que ele gasta muito da sua fortuna para salvar as vidas do judeus que trabalham para ele,milhares de pessoas foram salvas por essa nobre atitude do empresário alemão.
Diante do acima exposto,teria o ato de Schindler sido injusto?pois,ele salvou apenas milhares em detrimento de milhões que foram massacrados na guerra.
Muito pelo contrário,muitos elogiam essa nobre iniciativa,pois muitas vidas foram poupadas e também o alemão não tinha a obrigação de salvar ninguém,mas deu sua fortuna para colocar as pessoas em uma lista que salvaria suas vidas.
A doutrina da graça diz que Deus escolheu alguns indivíduos para a salvação,os não escolhidos sofrerão no lago de fogo e enxofre. Isso se dá porque todos somos pecadores e carecemos da glória de Deus(Rm 3.23),sendo assim merecemos o inferno,pois não há um justo sequer(Rm 3.10).
A Escritura nos diz quem somos e o que merecemos,merecemos o inferno e as dores que ele nos trará,Deus por sua misericórdia,enviou seu Filho para que morresse por um povo que Ele escolheu,livrando-os do inferno.Sabendo que merecemos a condenação e tudo de ruim,por que chamamos Deus de injusto no ato da eleição?Ele não era obrigado a eleger ninguém,todos iriam para o inferno,mas com Seu ato de misericórdia ele nos elegeu mesmo ainda nós sendo pecadores(Rm 5.8).
Deus não é Schindler,mas os atos descritos acima não são diferentes,pois tanto um quanto outro estavam desobrigados a exercerem misericórdia. No filme Schindler demonstrou bondade,amor e misericórdia pela vida dos judeus.Se um homem foi capaz disso,o que dizer de Deus que a bíblia diz que suas misericórdias renovam-se a cada manhã?(Lv 3.22-23).E porque insistimos em chamar Deus de injusto no ato da Eleição,sendo ele desobrigado disso?(Rm 9.20).
A misericórdia de Schindler,por mais nobre que seja nem se compara a misericórdia infinita de Deus,pois Schindler deu dinheiro para resgatar vidas,Deus deu seu próprio Filho para livrar do inferno um povo eleito.Foi vida por vida,sangue por sangue e carne por carne. O sofrimento dEle em lugar do nosso.
Pensemos nisso.
Em Cristo,
William.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Teologia e Conduta
Estamos iniciando esse trabalho visando a edificação do povo de Deus.Esse é um blog de fé reformada e tem como objetivo não só a orientação teológica,mas também o incentivo da prática evangelística/missionária.
Já que toquei no assunto de evangelismo e missões,é solene tratarmos sobre isso.Não há nada mais triste do que uma igreja local que não tem como fim a pregação da Escritura às pessoas que ainda não conhecem o Evangelho do Senhor Jesus Cristo;lemos lindas histórias sobre os grandes avivalistas como C.H.Spurgeon ,de como sua pregação atraía pessoas e de como essas pessoas eram influenciadas por suas mensagens.Nós cristãos queremos muito mudanças relevantes na nossa sociedade,mas como igreja não temos feito coisas relevantes para que essas mudanças aconteçam.Com algo relevante,quero dizer que,a pregação é um instrumento que visa como fim a glorificação de Deus,mas que no meio desse processo vidas são salvas e pessoas são influenciadas e transformadas à imagem de Cristo(Efésios 4.13).
Gosto de uma citação do reverendo Hernandes Dias Lopes que ele diz(eu vou parafrasear): "Quando a pregação da Bíblia estava em alta,a Igreja estava em alta".Essa afirmação é verdadeira,os "períodos dourados" da igreja se dão em tempos em que a pregação da Escritura era valorizada;as pessoas amavam ler,estudar e anunciar a Palavra do Altíssimo,e os resultados eram sim pragmáticos(a pregação funcionava,pois essa era fiel aos preceitos de Deus).
Todas essas coisas citadas acima,indicam o equilíbrio de como teologia boa anda com a prática. Não só ortodoxia,mas ortopraxia.Fico triste com o desiquilíbrio dos cristãos contemporâneos;vejo que quando há muita prática,também há pouca doutrina que se descamba para uma falsa piedade,que gera aberrações como a afirmativa "não podemos julgar",lembrando sempre que essa afirmativa é hipócrita pelo fato que ao dizer que não podemos julgar,o proponente de tal opinião já está exercendo um julgamento,então o argumento de invalida.Por outro lado temos o excesso de estudos,mas pouca ou nenhuma prática desses estudos.É muita ortodoxia,teologia boa,mas nenhum fruto.Tocando nesse assunto devemos lembrar de uma passagem: "Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores.
Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.
Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.
Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar". (Apocalipse 2:2-5)
Já que toquei no assunto de evangelismo e missões,é solene tratarmos sobre isso.Não há nada mais triste do que uma igreja local que não tem como fim a pregação da Escritura às pessoas que ainda não conhecem o Evangelho do Senhor Jesus Cristo;lemos lindas histórias sobre os grandes avivalistas como C.H.Spurgeon ,de como sua pregação atraía pessoas e de como essas pessoas eram influenciadas por suas mensagens.Nós cristãos queremos muito mudanças relevantes na nossa sociedade,mas como igreja não temos feito coisas relevantes para que essas mudanças aconteçam.Com algo relevante,quero dizer que,a pregação é um instrumento que visa como fim a glorificação de Deus,mas que no meio desse processo vidas são salvas e pessoas são influenciadas e transformadas à imagem de Cristo(Efésios 4.13).
Gosto de uma citação do reverendo Hernandes Dias Lopes que ele diz(eu vou parafrasear): "Quando a pregação da Bíblia estava em alta,a Igreja estava em alta".Essa afirmação é verdadeira,os "períodos dourados" da igreja se dão em tempos em que a pregação da Escritura era valorizada;as pessoas amavam ler,estudar e anunciar a Palavra do Altíssimo,e os resultados eram sim pragmáticos(a pregação funcionava,pois essa era fiel aos preceitos de Deus).
Todas essas coisas citadas acima,indicam o equilíbrio de como teologia boa anda com a prática. Não só ortodoxia,mas ortopraxia.Fico triste com o desiquilíbrio dos cristãos contemporâneos;vejo que quando há muita prática,também há pouca doutrina que se descamba para uma falsa piedade,que gera aberrações como a afirmativa "não podemos julgar",lembrando sempre que essa afirmativa é hipócrita pelo fato que ao dizer que não podemos julgar,o proponente de tal opinião já está exercendo um julgamento,então o argumento de invalida.Por outro lado temos o excesso de estudos,mas pouca ou nenhuma prática desses estudos.É muita ortodoxia,teologia boa,mas nenhum fruto.Tocando nesse assunto devemos lembrar de uma passagem: "Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores.
Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.
Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.
Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar". (Apocalipse 2:2-5)
Acabamos de ler uma das cartas endereçadas a igreja de Éfeso,essa igreja era conhecida por sua firmeza doutrinária,mas foi criticada por Jesus por abandonar "o primeiro amor". Esse primeiro amor de refere a um entusiasmo que acompanha a fé verdadeira. Sendo assim,não adianta crer na teologia correta mas não ter práticas corretas.Não adianta crermos no verdadeiro evangelho se não o pregamos e o anunciamos aos perdidos,apontando a glória de Deus sendo um instrumento na salvação dos perdidos e também influenciando a sociedade em que vivemos.
Não há uma dicotomia entre doutrina e prática,as duas coisas na realidade é uma coisa só,e cristãos verdadeiros observam o modelo bíblico de crer e praticar: "Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta." (Tiago 2:17)
Devemos nos atentar a essas coisas,pois muito se perde quando se tem doutrina e não tem vida(prática),isso se torna uma falsa religião,onde impera o farisaísmo e o legalismo;mas o outro extremo também é prejudicial,o excessos de "querer fazer" e deixar o estudo bíblico e uma boa pregação expositiva de lado,gera aberrações que causa um inchaço na igreja ao invés de crescimento genuíno.
Nosso dever é orar e pedir que Deus dirija nossas vidas nessa área,que sejamos cristãos saudáveis que advoga uma boa doutrina mas que também pratica essas.
Em Cristo,
William.
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