domingo, 24 de novembro de 2013

A ansiedade que rouba a adoração.

Tenho visto muitos crentes verdadeiros(pelo menos pelo seu caráter visível) sofrendo de problemas emocionais, o mais comum é a tal da depressão; eu diria que o que acompanha ou vem antes ou depois da depressão é a ansiedade por qualquer motivo.

Eu por muitas vezes sofro de ansiedade, ela está relacionada ao meu trabalho, finanças, igreja, amigos e até mesmo relacionamentos. Mas uma coisa que tenho percebido, e isso não significa que essa pessoa deixou de ser crente, é que a ansiedade ou problemas emocionais é a falta de alegria e de alegria na dependência de Deus.

Muitas vezes deixamos a ansiedade tomar conta por achar que aquilo que ansiamos é algo de extrema importância, o problema que acabamos deixando Deus de lado para buscar aquilo que achamos importante e que consequentemente acaba passando na frente da adoração cristã.

Devemos voltar aos braços do Pai, Ele é o que há de mais importante e tendo nEle nossa total devoção as demais coisas nos serão acrescentadas(Mateus 6.33).
Devemos também atender outra solicitação bíblica: "Lançando sobre ele toda vossa ansiedade, pois ele tem cuidado de vós."(1 Pedro 5.7).

Na Bíblia encontramos a solução para todas as nossas dificuldades, inclusive quando estamos nos afastando de Deus e permitindo que a tristeza causada pela ansiedade tome conta de nós.
Lembre-se, Cristo é nossa alegria e tudo que temos, e tudo no mundo depende dEle, e estar trocando ele por qualquer coisa, inclusive sentimentos é pecado de idolatria, pois rouba do nosso Senhor a atenção que deveria ser dEle.

William R. Zani.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Não podemos julgar? Onde está isso na Bíblia?



É bem comum alguns cristãos professos ao verem alguma crítica verdadeira à algum líder supostamente evangélico, levantar o argumento do "não devemos julgar, pois só Deus pode julgar.".

Eu acho esse argumento muito interessante, mas é falho e não se sustenta biblicamente, ainda mais porque a passagem bíblica que usam para sustentar tal argumento é um tremendo tiro nos próprios pés. Vejamos:

"Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.
"Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu?
Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão." (Mateus 7:1-5)

Primeiramente, não devemos interpretar um texto sem levar em consideração o contexto onde ele está inserido. No caso da passagem em destaque, o contexto é o sermão do Monte, onde Jesus corrige a má interpretação em relação ao Antigo Testamento por parte dos fariseus, e também dá parâmetros de santidade aos convertidos.

Tendo em mente o pano de fundo onde o texto está inserido, o próprio texto traz consigo algumas coisas importantes de serem levadas em consideração. É latente no texto que da mesma forma que julgamos seremos julgados, ou seja, o parâmetro que usamos para julgar também será usado caso precisemos sermos julgados. Isso significa em primeiro lugar que o parâmetro de julgamento é a revelação especial de nosso Deus: A Bíblia.
Longe de proibir o julgamento, o texto está nos sugerindo que um julgamento verdadeiro tem como parâmetro a Escritura Sagrada, composta de Antigo e Novo Testamentos, onde somos informados de todo conselho de Deus referendo aquilo que Ele nos quis revelar. "Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês."(v.2). Se julgarmos de forma justa, e a forma justa é julgar com As Sagradas Escrituras, seremos também sujeitos ao julgamento da mesma, então, estejamos certos que o padrão e parâmetro que estamos usando para o julgamento é a Verdade, a Bíblia. Falsos julgamentos serão punidos por nosso Deus!

Outra coisa importante para olharmos é a questão da hipocrisia no julgamento, novamente longe da proibição do julgamento, a passagem que estamos vendo está nos dizendo que o julgamento não pode ser hipócrita, ou seja, se você está acometido no mesmo erro ou em pecado, seria hipócrita da sua parte julgar alguém, por mais que esse alguém esteja em erro. Veja o texto: "Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu?
Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão." (Mateus 7:4-5).

O texto está dizendo sobre nossa condição espiritual ao julgar alguém, se estamos com "uma trave" em nossos olhos, como podemos retirar o cisco no olho do nosso irmão? Não podemos porque estamos cegos espiritualmente para julgarmos; mas o texto também diz: "tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão." (Mateus 7:4-5). Só esse trecho da passagem é suficiente para derrubar o argumento contra qualquer tipo de julgamento; a passagem é clara ao dizer que devemos tirar a viga dos nossos olhos para aí sim retirarmos o cisco do olho do nosso irmão. Mais uma vez, longe da proibição do julgamento, a Escritura nos convida ao arrependimento e a limpeza espiritual para exercermos um julgamento correto!

Fora a base bíblica que já seria o suficiente para calar esses supostos cristãos que estão mais para humanistas do que para cristãos, temos também o indício de falácia por parte do argumento contra qualquer julgamento, simplesmente porque quem objeta que alguém está julgando também está exercendo julgamento. Ao falar "você não deve julgar" já se está sendo exercido um julgamento, o que faz a própria pessoa não passar pelo seu próprio crivo, fazendo dessa uma estupida e hipócrita!

A maioria dos incrédulos são assim, a tolerância e a omissão de julgamento só serve para os que estão em desacordo com eles, mas quando se tratam deles mesmos não se submetem ao próprio argumento.

Cristo ,pelo contrário, nos chama a Sua Verdade, a Sua Palavra, e quer que nos livremos da sujeira desse mundo. Então, todas as vezes que vemos um suposto ministro agindo com falsidade, devemos sim, baseados na Bíblia exercer julgamento e denunciar esse falso profeta! Devemos, munidos com a verdade proteger o rebanho de Deus e cercar a Igreja de Cristo com as muralhar da Palavra de Deus!

William R. Zani.